OLÁ,AMIGOS!

Sejam bem vindos ao meu Blog! Fiquem à vontade para criticar ou elogiar meus posicionamentos...

Pesquisar este blog

sexta-feira, 8 de maio de 2015

MEDITAÇÃO E CURA...



“Geralmente, se você tem um falatório mental, chama isso de pensamentos. Mas se está profundamente envolvido em algo emocional, você dá prestígio especial a isso. Você pensa que esses pensamentos merecem o privilégio especial de serem chamados de “emoção”.

De alguma maneira, nos domínios da mente de fato, as coisas não são assim. O que quer que surja são apenas pensamentos: pensar que estamos com tesão, pensar que estamos com raiva. No que concerne à prática da meditação, seus pensamentos não são mais tratados como VIPs, enquanto você medita.

Você pensa, você medita; você pensa, você medita; você pensa, você medita. Você tem pensamentos, você tem pensamentos sobre pensamentos. Deixe que seja assim. Chame-os de pensamentos.

A meditação não é uma prática para tentar atingir o êxtase, bem-aventurança espiritual, ou tranquilidade, nem é a tentativa de se tornar uma pessoa melhor. É simplesmente a criação de um espaço em que somos capazes de expor e desfazer os nossos jogos neuróticos, dos nossos auto-enganos, nossos medos e esperanças escondidas”

Chogyam Trungpa (Tibete, 1939 – Canadá, 1987)


A meditação (chamada dhyana em sânscrito e zen em japonês) é o cerne da prática budista. O objetivo da meditação é ajudar o praticante a chegar a uma compreensão profunda da realidade. Esta introspecção tem a capacidade de libertar-nos do medo, da ansiedade e da depressão. Pode produzir compreensão e compaixão, pode elevar a qualidade de vida e trazer liberdade, paz e alegria para nós mesmos e para as pessoas ao nosso redor.

Sobretudo na última parte do século XX, as pessoas do Ocidente começaram a voltar sua atenção para a meditação. O conforto material do Ocidente não é suficiente para trazer felicidade. Nossas mágoas, nossas preocupações e nossos problemas só podem ser resolvidos mediante uma vida espiritual. O budismo e a prática da meditação estão indicando atualmente a um maior número de pessoas um caminho para responder a estas dificuldades.

A meditação sentada é a forma mais comum de meditação, mas também podemos praticá-la em outras posições como caminhando, em pé ou deitados. Quando lavamos roupa, cortamos lenha, regamos as plantas ou dirigimos o carro – onde quer que estejamos, o que quer que façamos, seja qual for a posição de nosso corpo, se as energias da mente alerta, da concentração e da introspecção estiverem presentes em nossa mente, em nosso corpo, então estamos praticando a meditação. Viver em sociedade, ir ao trabalho todo dia, cuidar de nossa família também são oportunidades de praticarmos a meditação. A meditação tem o efeito de nutrir e curar o corpo e a mente. E devolve ao praticante e às pessoas que o cercam a alegria de viver. (…)

A meditação é especialmente indicada para nos ajudar naquilo que o budismo chama de nós interiores e de complexos de identidade. Esses grilhões nos impedem de estar conscientes no momento presente.

Os nós interiores são um conjunto de ilusões, repressões, medos e ansiedades que se fixaram nas profundezas de nossa consciência. Eles são capazes de nos constranger e nos levar a fazer, dizer e pensar coisas que na realidade não queremos fazer, dizer ou pensar. Os nós interiores são plantados e alimentados por nossa ausência da atenção plena durante a vida de todo dia. Os dez nós interiores principais são: ganância, ódio, ignorância, vaidade, desconfiança, fixação no corpo como se fosse o eu, pontos de vista extremados e preconceitos, apego a ritos e rituais, ânsia de imortalidade, desejo ardente de manter as coisas exatamente como são. Nossa saúde e nossa felicidade dependem em grande parte de nossa habilidade de transformar esses dez grilhões.

A atenção plena tem a capacidade de reconhecer os nós interiores quando eles aparecem em nossa consciência. Esses nós interiores se formaram no passado, às vezes foram energias habituais a nós transmitidas por nossos pais e avós. Não precisamos voltar ao passado e cavar nas lembranças, como se faz na psicologia, para descobrir as raízes dessas partes turvas e emaranhadas de nossa mente. A energia da atenção plena é capaz de reconhecer as formações interiores quando elas se manifestam e olhar profundamente para dentro delas, de modo que podemos ver as raízes desses nós emaranhados. (Do livro “A energia da oração” – Thich Nhat Hanh)

Recentemente, um estudo concluiu que a meditação tem resultado similar aos dos remédios para ansiedade e depressão e que a prática de 30 minutos atenua os sintomas das doenças, confira o estudo clicando aqui, e também acesse vídeos e textos de introdução a meditação.


Nenhum comentário:

Postar um comentário